MEPE, ENEP e parceiros iniciam rodada de visita às EFAs

MEPE, ENEP e parceiros iniciam rodada de visita às EFAs

No dia 10 de maio, iniciou-se rodada de debates em seis Escolas Famílias Agrícolas (Efas) com o tema “Educação Popular Compartilhada”. São elas: Dom Luciano, Catas Altas da Noruega; Jequeri, em Jequeri; Camões, Sem peixe; Serra do Brigadeiro, Ervália; Puris, Araponga; e Paulo Freire, Acaiaca.

Nossa primeira parada foi na Dom Luciano, a qual tem uma bela história de superação de desafios e de muitas conquistas associada ao Movimento Evangélico Popular Eclesial (MEPE) e ao empenho de tantas outras organizações e pessoas, desde a sua fundação.

Durante a atividade, pai de estudante da Efa Dom Luciano reconheceu o valor da escola: “dois filhos estudaram aqui. A filha não queria vir, respeitei, mas acabou vindo e gostou. O filho não queria estudar na escola comum e dessa ele agradou. Os dois concluíram Ensino Médio e Técnico com ênfase em Agroecologia. Hoje eles têm uma profissão”.

Outro pai de estudante, também presente na atividade, confessou que as efas são um “milagre” de Dom Luciano: “três filhos meus estudaram na Efa Paulo Freire (Acaiaca) e hoje estão na Universidade Federal de Viçosa”.

Mariana Carvalho, Mestranda bolsista do Grupo Entre Folhas Plantas Medicinais, também presente no espaço, afirmou que “uma educação do campo diferenciada tem que pensar em um currículo que dialogue com as realidades dos estudantes. E as aulas precisam abraçar metodologias participativas que promovam a educação intercultural, acolhendo as diversidades e reconhecendo mestras e mestres populares”.

Fernanda Andrade, professora na UFV, aponta esse mesmo rumo para uma educação libertadora: “trazer para o centro do diálogo a riqueza da sociodiversidade e da conservação ambiental, acumuladas por povos do campo, bem como trazer à tona os conflitos gerados pela pressão do capitalismo, sem romantizar nem desumanizar os povos” (extraído da cartilha Educação Popular Compartilhada).

Acrisio Cipriano, referência da Coordenação Colegiada da Efa Dom Luciano, disse que “a escola abriu o espaço de uma grande jornada. Quanta coisa boa foi surgindo no dia da atividade”. E concluiu: ” a Efa Dom Luciano agradece pela presença e participação”.

O principal objetivo da visita às Efas é aprender com elas e também contribuir no seu processo de fortalecimento através da interação e aproximação de outras experiências educativas.

Essa rodada de debate nas Efas é realizada pelo MEPE ( Movimento Evangélico Popular Eclesial) e pela Enep (Escola Nacional de Energia Popular), em parceria com Licena, Acervo Bioculrural-grupo Entre Folhas-plantas Medicinas, Núcleo de Educação do Campo e Agroecologia (ECOA) e Equipe Arquidiocesana das CEBs. A atividade tem apoio da Região Pastoral Mariana Leste e da Paróquia São João Batista (Viçosa).

Facebook
Twitter
WhatsApp
LinkedIn
Telegram
Email

Mais artigos de Pe. Claret

Murundu

As visitas da Mata dos Pacheco, em 2 de agosto, riem do tambor azul, agora marrom de ferrugem, escutam memórias vivas da cozinha-casa – quando a mãe banhava as meninas, as colocava na cama e lhes dava o jantar, já prontas para dormir – e, à mesa, as visitas lembram

Leia mais »

Um Deus que crê em nós e as eleições

Vi Jesus outra vez na quarta à noite, véspera de Corpus Christi, quando descia de Festival de Teatro na Romaria. Ele estava deitado sobre papelão no passeio do sindicato, Centro de Congonhas, e, vendo o passante, levantou-se depressa, correu-lhe ao encontro, falou coisas ‘sem lógica’ numa fluência verbal incomum e

Leia mais »

Nazaré, tempo sabático e o ranking do faro animal

A vida de Nazaré é (quase) rotina todo dia após descoberto o extraordinário cotidiano, longe da mesmice múltiplo-variada, pois suas horas, agora, é estar ao lado do cajado, nas tardes de passeio pela estrada ou lagoa – depois da hibernação -, à espera de algo saborosamente comestível, após aquele cheiro

Leia mais »

Gato por lebre

Parece que a ‘ordenação de párocos’ antes que ‘padres’ pela ascensão abrupta do seminário à condição de administrador, na posse e poder das chaves, traz, inicialmente, a sensação de liberdade mesclada a medo, mas, em poucos anos, esse atalho produz ingredientes amargos no cardápio sacerdotal, pois, numa cajadada só, pessoa

Leia mais »

Terço de madrugada, Cristo é Show e leopardos

Cada terço com frei Gilson lhe rende por dia 18 mil reais porque o You Tube paga 4,50 por unidade de vídeo longo com 1000 visualizações, então cada pessoa conta 0,0045 reais ( resultante de 4,50 dividido por 1000). Essa quantia ‘insignificante’ multiplicada por 4.000.000 de pessoas (número de visualizações)

Leia mais »

Os dois trens

Mulheres maquinistas em Casa Grande (28/3) movimentam-se em caracol, e as demais pessoas presentes, com as mãos nos ombros umas das outras, sob cantoria e dança, somem por uma porta e reaparecem por outra, e riem no Trem das CEBs, o qual, por ser brincadeira séria, não vive de cara

Leia mais »

Alimentar a coerência

Três personagens perambulam pelas ruas de Congonhas principalmente a partir de 25 de janeiro. Respondem por Hipocrisia, Medo e Coerência, e cada qual se revela especialmente em contexto de crimes, tanto nos ‘sumps’ aqui quanto no rompimento de barragem da Vale em Brumadinho, há sete anos, assassinando 272 pessoas, ou

Leia mais »

Bem-vinda, Aylla!

Aylla é uma felizarda porque pode escolher o melhor significado de seu nome com tríplice origem – ‘auréola de luz ao redor da lua’ no idioma turco, ‘carvalho por força e longevidade’ no hebraico – a língua de Jesus – e ‘brisa-inspiração’ no grego. Mas o bom de tudo é

Leia mais »