O trigésima segundo Grito dos Excluídos (7/9)
refletiu o tema ‘Em defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: mulheres vivas e soberania’.
O Grito faz-se contra-ponto à atual
avalanche ultra direita, no país e mundo, que deseja forçar, na bruta, a roda da história para trás, tendo
propriedade privada e lucro por coisas absolutas; disseminando ódio nas redes sociais; preferindo a indústria
da guerra à construção da justiça social pela paz; defendendo o estado mínimo para o povo e máximo para a
classe dominante, esvaziando o SUS e as Políticas Públicas em geral; fazendo aflorar os piores vícios já havidos
na história do Brasil: colonialismo, machismo, moralismo, preconceito aos empobrecidos e à diversidade; e
tentando Deus por cabo eleitoral.
A voz do Grito ergue-se fortemente pela Democracia e Soberania, senhoritas jovens nessas terras-brasis
duramente ameaçadas por golpistas de plantão.
Do ponto de vista eclesial, Grito eficaz em meio à surdez significa trabalho de base permanente enraizado na comunidade, espírito missionária e participação política pelo bem comum, tríade capaz de desencadear o
processo libertador numa sociedade plural, obra de muitas mãos.
O engajamento cotidiano nalgum movimento popular, cujo objetivo é a organização, e a interface das atividades Fórum Social, Romaria e Grito podem ser o elixir do compromisso social da fé na Arquidiocese de Mariana, porque, assim, os eventos – que o vento leva – ganham ar de processos – que incidem na estrutura injusta da sociedade e a transformam.
Na área da Arquidiocese de Mariana, o Grito é organizado pela Dimensão Sociopolítica da Evangelização em parceria com forças sociais afins, acontece em Congonhas e, neste ano, sua programação teve acolhida e café partilhado na Matriz Nossa Senhora da Conceição, caminhada, celebração na Praça da Basílica da e almoço gratuito para todos os participantes.