Receita de Natal

Receita de Natal

Inquieta-te às raias da indignação
Ouve o choro do bebê e busca os porquês:
De Gaza
Do crime da Vale em Brumadinho e Mariana
De dois operários prensados na mineradora Ferro +
Da Amazônia em chamas
De chaminés da Gerdau e de todas as empresas
De pulmões petrificados pela contaminação da CSN
Do mundo derretido na emergência climática com promessa de recorde histórico de calor em 2024
De temor do ‘novo’ antiquado Zema entreguista e de suas pretensões futuras
De setores das igrejas que surfam na onda da extrema direita tomando a religião por ópio do povo.

Move-te
Quem fica parado não sente a dor da ferida aberta da injustiça e vive vegetando na tal liberdade individual
Passa por Nazaré e pelas periferias do mundo
Junta-te às Marias da diversidade (pretas e pardas e brancas e nativas ou não) que habitam os porões da sociedade de classe
Elas são irreverentes e carregam no seio a subversão pela democracia direta com controle social dos meios de produção
Elas estão grávidas de amor

Sê José
Ele é justo
Adota o permanente trabalho de base no meio popular por opção de vida até a hora derradeira
A fervura bem de baixo
Tua casa é o mundo
A missão não tem fronteira
Junta-te aos Raimundos e Franciscos e a tantas mais na luta unitária.

Semeia esperança
Planta utopia
O Menino nasce nessa trilogia amorosa de choro de bebê com Maria e José
O berço é a teimosia.

Facebook
Twitter
WhatsApp
LinkedIn
Telegram
Email

Mais artigos de Pe. Claret

Ecos do Grito

O trigésima segundo Grito dos Excluídos (7/9) refletiu o tema ‘Em defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: mulheres vivas e soberania’. O Grito faz-se contra-ponto à atual avalanche ultra direita, no país e mundo, que deseja forçar, na bruta, a roda da história para trás,

Leia mais »

Pires por 15 milhões

Lugar aconchegante Quase o céu na terra emoldurado de serras As pessoas constroem suas casas e habitam suas histórias. O lugarejo vira povoado e bairro Pires. Um monstro de rabo grande chega sorrateiro Barriga saco-sem-fundo Fura buracos Abre crateras. Ele faz parcerias e dá festinhas e oferece cursinhos e põe

Leia mais »

Gratidão Missionária

Tanto o pequeno cartaz de boas-vindas no quarto da São João Batista, 15 de agosto, quanto as manifestações de Carinho em Congonhas, após sete anos ali, colocam em boa medida o sentimento de gratidão e lançam luz sobre a expressão prepositiva ‘a partir de’ enquanto modo próprio de uma eclesiologia

Leia mais »

Eleições e manipulação da fé

Parece que quanto mais se rebaixa o debate político tanto mais vertentes religiosas retrógradas entram nessa arena e, via de regra, pioram o ambiente, pois substituem reflexão por dogma, transformam adversário em inimigo e intentam ter a Deus por cabo eleitoral; coisas nefastas, a história atesta que a manipulação da sensibilidade

Leia mais »

Os dois tijolinhos de Lorena e o abraço à lagoa

A criança segue a fila durante o Plenarão na Santo Antônio (5/9) e, entre pessoas grandes, abaixa-se perto da ‘casa’, posta à frente, participantes em círculo, e, acolhida pelas mestras de obra, sorrisos mútuos, entrega um tijolinho, depois mais outro, volta contente para junto da mãe e, vez por outra,

Leia mais »

Bosque encantado

Luciano ‘vive’ de rir no bosque, atrás da árvore, de olho no céu, dos pequenos ciúmes que lhe rende o ‘dom’ entre seus pares – coisa que considera grande bobagem -; da criança que, junto a outras que o tomam pela mão e o carregam nos braços, lhe toca a

Leia mais »

Murundu

As visitas da Mata dos Pacheco, em 2 de agosto, riem do tambor azul, agora marrom de ferrugem, escutam memórias vivas da cozinha-casa – quando a mãe banhava as meninas, as colocava na cama e lhes dava o jantar, já prontas para dormir – e, à mesa, as visitas lembram

Leia mais »

Um Deus que crê em nós e as eleições

Vi Jesus outra vez na quarta à noite, véspera de Corpus Christi, quando descia de Festival de Teatro na Romaria. Ele estava deitado sobre papelão no passeio do sindicato, Centro de Congonhas, e, vendo o passante, levantou-se depressa, correu-lhe ao encontro, falou coisas ‘sem lógica’ numa fluência verbal incomum e

Leia mais »

Nazaré, tempo sabático e o ranking do faro animal

A vida de Nazaré é (quase) rotina todo dia após descoberto o extraordinário cotidiano, longe da mesmice múltiplo-variada, pois suas horas, agora, é estar ao lado do cajado, nas tardes de passeio pela estrada ou lagoa – depois da hibernação -, à espera de algo saborosamente comestível, após aquele cheiro

Leia mais »

Gato por lebre

Parece que a ‘ordenação de párocos’ antes que ‘padres’ pela ascensão abrupta do seminário à condição de administrador, na posse e poder das chaves, traz, inicialmente, a sensação de liberdade mesclada a medo, mas, em poucos anos, esse atalho produz ingredientes amargos no cardápio sacerdotal, pois, numa cajadada só, pessoa

Leia mais »