Restam 10% da João Batista
Secaram a fonte de água e bombeiam 90 metros cúbicos por hora para abastecer os quatro mil moradores de Pires
Mineram metade do Município de Congonhas e cobiçam a outra parte
Contraem montanha de dívida socioambiental e não querem acerto de contas.
Adeus arte
Adeus Aleijadinho
Adeus Unesco
Adeus turismo religioso e de qualquer adjetivação nessa relação incestuosa entre política e império econômico.
Atingem até a ‘boa notícia’ do evangelho porque transformam a memória subversiva de Jesus de Nazaré em devoção à direita da história
Trocam profecia por louvação
Se a religião não liberta vira ópio do povo.
Despedem-se as serras moídas na exploração
Atacam-nas (à traição) pelas costas
Arrancam-lhe a pele da cobertura vegetal
Enfiam-lhe o focinho torto do capital financeiro
Desfazem a ornamental beleza
Levam a soberania nesse trem de carga sem retorno algum.
Enterram o ferro pesado de quente na carne do gado preso a frágeis linhas de carretel como se fossem correntes cambões
A consciência ingênua joga poeira na percepção da realidade
E deixam o criminoso livre e solto
E o exaltam
Porque o sujeito é indeterminado na Sociedade Anônima.