O Movimento dos Atingidos por Barragens vem denunciando que as mineradoras têm uma forma padrão de exploração de bens naturais, buscando lucros extraordinários, que traz consequências graves e irreversíveis para a diversidade da manifestação da vida com impacto mais forte sobre populações empobrecidas dos países ditos periféricos.
Autoridades entreguistas semelhantes ao atual governo de Minas Gerais deixam o caminho totalmente livre a esses impérios econômicos com altos prejuízos para as populações.
Entre os municípios explorados ou cobiçados para exploração, podem ser citados Barão de Cocais, Mariana, Ouro Preto, Ouro Branco, Itabirito, Brumadinho, Congonhas, Jeceaba, Belo Vale, Itaverava, Pedra do Anta, Belizário (Distrito de Muriaé), todos com imensa dívida ambiental e social.
A água, bem essencial à vida, é um dos elementos mais prejudicados, tanto na quantidade quanto na qualidade.
O tema deste ano para o Dia Mundial da Alimentação, comemorado em 16 de outubro, foi “Água é Vida, Água é Alimento, não deixe ninguém para trás”.
Em sua mensagem à FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), o Papa Francisco faz um alerta: “Enormes recursos financeiros e tecnologias inovadoras, que poderiam ser usadas para transformar a água numa fonte de vida e progresso para todos, estão sendo usados para produção e comércio de armas”.
Francisco afirma ainda que “as secas causadas pelas mudanças climáticas estão deixando várias regiões estéreis e causando enormes estragos nos ecossistemas e nas populações”.
Por fim, Francisco denuncia que “a condição de fome e de desnutrição que fere gravemente tantos seres humanos é o resultado de um acúmulo iníquo de injustiças e desigualdades”.
Por causa dessa exploração desordenada e sem freio dos bens naturais, o MAB defende outra forma de organização da sociedade que não seja forjada pelo capital. O Movimento e seus parceiros entendem também que a pretensão de Zema ser presidente do Brasil, alimentada pela ultradireita entreguista e retrógrada, deve ser extirpada na sua raiz.
O necessário caminho da soberania é a organização e a luta popular.