O tempo pascal, vivido entre o domingo da Ressurreição e Pentecostes, celebra a vitória de Cristo sobre a Cruz, o mal e a morte. Tem a marca da alegria e da esperança e nos aponta o caminho de superação de nossas angústias, tristezas, sofrimentos e dificuldades. Afirmamos, então: “na Páscoa de Cristo, nossa Páscoa!”
Há quem confunda as coisas e não compreende a alegria pascal por não ver acontecerem as mudanças desejadas e necessárias como o fim das guerras, da dor, do sofrimento, das situações e dos fatos que nos desumanizam e ameaçam a criação. Não entendem que a Páscoa de Cristo é a força que nos capacita a enfrentar todas as situações adversas com coragem e certeza da vitória. O mal nunca prevalece sobre o bem, nem a morte sobre a vida.
A alegria pascal não é alienante, não nos tira do mundo com suas contradições. Ao contrário, ela nos lança na realidade com a convicção de que não estamos sozinhos no enfrentamento das adversidades. O próprio Crucificado-Ressuscitado o afirmou: “Eu estarei com vocês todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20).
Acreditamos firmemente: “ainda que estejamos nas trevas, a luz brilha lentamente; aguarda-nos a esperança de uma vida nova e de um mundo finalmente libertado; um novo começo pode surpreender-nos, mesmo que às vezes pareça impossível, porque Cristo venceu a morte” (Papa Francisco, 2025).