A 35ª Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras, realizada anualmente pela Dimensão Sociopolítica da Arquidiocese de Mariana em parceria com segmentos organizados da sociedade, será em Dores do Turvo, em 1º de maio de 2027. A decisão foi tomada na reunião de avaliação 34ª Romaria, ocorrida no  dia 15 de maio, em Cristiano Otoni (MG), cidade que acolheu a última romaria. O pároco da paróquia Nossa Senhora das Dores, de Dores do Turvo, Padre Jorge Nato, aceitou a indicação de sua paróquia para acolher este evento da Arquidiocese em 2027.

“Vou comunicar ao Conselho de Pastoral da Paróquia,  mas estou certo de que vai gostar”, disse padre Jorge. De acordo com o pároco de Dore do Turvo, a Romaria vai fortalecer a luta por asfalto na região. A primeira reunião preparatória da 35ª Romaria será em Dores do Turvo, no próximo mês de junho.

A reunião do dia 15/5 tratou também dos preparativos para o 32º Grito dos Excluídos, atividade nacional de 7 de setembro, que neste ano traz o lema “Na defesa da terra, da paz e da moradia, erguemos a voz: mulheres vivas e soberania”. Foi agendado, para 28 de julho, o “pré-Grito”, na Comunidade de Santa Luzia, em Cana do Reino, município de Cristiano Otoni (MG), nascente do Paraopeba.

“A ação tem simbolismo forte de alcance nacional  porque ocorre na nascente do rio destruído pelo crime da Vale, em Brumadinho (MG), assassinando 272 pessoas, e na região do Campo das Vertentes, que alimenta quatro grandes bacias brasileiras”, disse padre Antônio Claret Fernandes, membro da equipe de organização da Romaria dos Trabalhadores.

“A Arquidiocese de Mariana e a Região Pastoral Mariana Oeste agradecem ao Padre Geraldino e ao povo de Cristiano Otoni pela bela  acolhida à Romaria deste ano”. Segundo padre Claret, apesar do tempo preparatório ter sido curto, tudo foi bem organizado.

“A Equipe Organizadora, em particular, se solidariza com Regina e familiares; ela é esposa de Maurício, que estava engajado na realização da atividade e sofreu acidente fatal à véspera da Romaria”, acrescentou padre Claret.

Na avaliação da Romaria, foi destaque a frase de Dom Luciano Mendes, falecido em 2006: “estou preocupado com os trocadores de lâmpadas”. “Dom Luciano referia-se ao espiritualismo que, à época, já erguia as mãos sem colocar o pé nos desafios do mundo. marcado pela injusta distribuição de renda”, explicou padre Claret.