Promover a vida em plenitude: eis a nossa missão. A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2021 expressou bem o papel da Igreja diante de tanta violência, em especial, contra a mulher. Ela trabalhou um tema importantíssimo para superar a violência, principalmente, contra a mulher. Infelizmente, o machismo continua, mesmo que alguns o neguem: os fatos o provam. As palavras chaves da CF-2021 – Fraternidade e diálogo – continuam ecoando em nossos ouvidos e corações o convite à mudança de comportamento. .
Já que se fala tanto em globalização, é hora de entrarmos nesta ciranda e nos alegrar como uma grande família em permanente confraternização. Isto significa: ação de conviver como irmãos e irmãs. Globalizar o amor e a fraternidade, vivendo em harmonia, uns com os outros, independente das particularidades pessoais. “Não há mais diferença (…) entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo” (Gl 3,28).
A paz é o caminho apontado por Jesus Cristo. A maioria dos feminicidas se diz cristãos. Jesus nos considera irmãos (cf Mt 25). “Somos todos irmãos” (Mt 23,8). Jesus é o príncipe da paz (cf. Is 9,6; Mq 5,4). Ele resumiu toda a Lei no mandamento do amor: amor a Deus e amor ao próximo (cf. Mt 5,43-46; Jo 15,12-13). Temos um “Compromisso de Amor”. Pois, “Cristo é a nossa paz: o que era dividido fez uma unidade” (Ef 2,14), como lembrava a CF-2021.
Seria bom nos perguntarmos: por que o mundo vive sempre em conflito? Por que tanta violência? Que adianta dizer que tem fé, que acredita em Deus, que tem religião, que pertence a tal Igreja? (cf. Tg 2,17.19.26). Miqueias diz: “Ó homem, já foi explicado o que é bom e o que Javé exige de você: praticar o direito, amar a misericórdia, caminhar humildemente com o seu Deus” (6,8).
A pandemia da Covid-19, em 2020, foi uma oportunidade de repensarmos nossa ação pastoral. O isolamento das pessoas, as igrejas fechadas, a interrupção na celebração de sacramentos para o público… nos revelaram que muitos não sabem viver a fé sem estes valores. Seriam estas as únicas razões de nossa fé? Uma evangelização “até às raízes”, no dizer de São Paulo VI, em “Anúncio do Evangelho” (1975), com certeza não levaria o povo a ficar perdido como se a única maneira de viver a fé fosse ter templo e padre/pastor. É hora de repensarmos nossa ação evangelizadora. Teríamos coragem de empreender uma nova maneira de evangelizar?