Segue animado nosso roteiro de visitas às Efas Dom Luciano, Catas Altas da Noruega,10 de maio; Jequeri, município de Jequeri, 14 de junho; Puris, Araponga, 25 de julho; Camões, Sem Peixe, 16 de agosto; Serra do Brigadeiro, Ervália, 20 de setembro; Paulo Freire, Acaiaca, 11 de outubro; e finalização na Escola Nacional de Energia Popular (Enep), no dia 23 de novembro. A iniciativa é do MEPE – Movimento Evangélico Popular Eclesial – e da Enep; nossos parceiros são Licenciatura em Educação do Campo/ufv, Acervo Biocultural-Grupo Entre Folhas-Plantas Medicinais, Comunidades Eclesiais de Base – CEBs; apoiadores Região Pastoral Mariana Leste e Paróquia São João Batista (Viçosa).
A parada na Escola Família Agrícola de Jequeri – EFAJ (14/6), articulada por Raimundo Nonato, assessor parlamentar do deputado federal Padre João Carlos Siqueira (PT), contou com a participação de representantes de diversas organizações presentes nos municípios de Paula Cândido, Viçosa, distrito de Granada (Abre Campo), Catas Altas da Noruega, Mário Campos, Lamim e Congonhas. Na programação: café da manhã; mística em círculo no terreiro, com apresentação e música de boas-vindas; roda de conversa na ‘sala de aula’, com histórico da escola, objetivos da caravana, desafios da educação diferenciada/popular, distribuição de materiais pedagógicos, trabalho em grupo e plenária; almoço delicioso coroou esse dia.
Rogemar Dias Ferreira, 32 anos, monitor na escola, contou que fez parte da primeira Turma da EFAJ, concluindo o Fundamental. Depois continuou seus estudos na EFA Paulo Freire e Licenciatura em Educação do Campo/ufv. Ele revelou: ‘a passagem da escola convencional para a EFA impactou profundamente minha vida’.
Rogiane Dias Ferreira, 30 anos, lembrou sua história: ‘entrei para a escola em 2007, na sétima série, era uma menina muito tímida. Gostei muito, era diferente da escola convencional. Voltei para escola do Estado e concluí o Médio. Depois fiz Licenciatura no Campo pela UFMG’. Hoje estou coordenadora da EFAJ’.
As falas, a reflexão em grupo e sua socialização lançaram luzes sobre a proximidade entre Efas e Enep. Primeiro porque ambas buscam vivenciar uma educação diferenciada/popular, que pode ser fortalecida.
Foi lembrado texto adaptado de Lao Tse (séc. V aC.): ‘Imagina-te como uma parteira. Acompanhas o nascimento de alguém, sem exibição ou espalhafato. Tua tarefa é facilitar o que está acontecendo. Se deves assumir o comando, fazes isso de tal modo que auxilies a mãe e a deixes que continue livre e responsável. Quando nascer a criança, a mãe dirá com razão: nós três realizamos esse trabalho’.
Uma segunda razão é que a Enep e parceiros podem resolver dois desafios das Efas: oferecendo terra e cursos voltados ao Projeto de Vida de estudantes egressos das Efas para que tenham a condição objetiva de experimentá-lo na prática e viver dele; e capacitando tanto mestres populares quanto estudantes das escolas alternativas para serem monitores/as nas Efas.
Fernanda Andrade, professora na UFV, expressou-se assim: ‘bom perceber egressos do Licena nas Efas’. João Batista Barbosa (padre), um dos idealizadores das visitas às EFAs e membro-fundador da Escola Família Agrícola de Jequeri, comentou de sua alegria em ver continuar aquele sonho.
A próxima parada será na Efa Puris, em Araponga, no dia 25 de julho.


